sábado, 1 de março de 2014

RONDÔNIA: SOBRE TABLET'S E MECANISMO DE CONTROLE NA EDUCAÇÃO

Recentemente o Governo de Rondônia, através da SEDUC informou que entregará 2,8 mil tablets a professores do Ensino Médio da rede pública. De longe isso não atende a necessidade dos professores da rede que ultrapassam mais de 12 mil. Na data de hoje, 27 de fevereiro, o Secretário de Educação Emerson Castro (Ex-vice-prefeito da Administração Roberto Sobrinho-PT) e talvez o próprio Confúcio Moura (PMDB) estarão realizando entrega “simbólica” desses equipamentos.

Recentemente a SEDUC lançou um diário eletrônico online que visa vigiar e controlar as “práticas pedagógicas” dos professores. Os mecanismos de controle não param por aí, já que estão sendo instaladas câmeras em todas as escolas, transformando o espaço escolar em verdadeiro campo de concentração. Supervisores terão que não só acompanhar (e apoiar pedagogicamente) a prática docente, mas averiguar e conferir as provas bimestrais de TODAS as áreas.

Além disso, “modelos de planejamento” deverão ser seguidos para que todos se adequem à “pedagogia das competências”. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu artigo 3º Estabelece como princípios “(...) II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; (...) VII - valorização do profissional da educação escolar;”. A LDB garante, ainda, em seu Art. 15º que “Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público”.

QUESTIONAMOS: quais as condições de infraestrutura das escolas da rede? Os modelos impostos pela SEDUC não ferem os princípios da LDB?  Em que momento o Governo Confúcio Moura (PMDB) está garantindo a VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL da Educação? Onde está o reajuste salarial dos trabalhadores em Educação? Onde estão os pagamentos das licenças prêmio negociados? Onde estão os recursos economizados pelos cofres públicos do Estado com o fim dos serviços de vigilância privada?

O “governo da cooperação” [da enganação] tem arrochado cada vez mais o salário dos professores. O que há é muita propaganda mentirosa a respeito das reais condições da educação pública rondoniense que cada vez mais está sucateada e desvalorizada. O site RONDONIAGORA publicou em 23 de fevereiro, que a SEDUC paga por um aluguel R$650.000,00 por ano, enquanto as obras da escola Brasília não são concluídas. Cada sala custa aos cofres públicos R$ 3.869,47. O proprietário do imóvel é a FATEC, que é administrada pela esposa do Chefe da Casa Civil do Governo do Estado. Dinheiro tem! O que falta é vontade política para garantir um salário justo e condições de trabalho dignas!

É PRECISO LUTAR: NÃO ACEITAR AS IMPOSIÇÕES DA SEDUC! NÃO PARTICIPAR DAS FARSAS E DAS PROPAGANDAS GOVERNAMENTAIS QUE SÓ ESCONDEM OS PROBLEMAS ESTRUTURAIS DA EDUCAÇÃO RONDONIENSE.
BOICOTAR ESTE TIPO DE EVENTO! EXIGIR DO SINTERO UMA POSIÇÃO CONCRETA EM RELAÇÃO A ESSES DESMANDOS! OU ESTÃO NEGOCIANDO PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?

Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação – MOCLATE Rondônia

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

RJ: Trabalhadores em educação realizam ato unificado

Os trabalhadores em educação das escolas estaduais e municipais do Rio de Janeiro fizeram paralisação unificada na segunda (dia 24/2) e realizaram um ato pela manhã na porta da prefeitura e uma manifestação na Avenida Rio Branco, no centro da capital, da Candelária à Cinelândia, na parte da tarde. Ao final do ato, na Cinelândia, a categoria promoveu uma aula pública na praça para denunciar à população as condições da educação pública no Rio de Janeiro, tanto no âmbito municipal como no estadual.
Os dois atos contaram com a participação de centenas de trabalhadores e teve o apoio de estudantes e pais de alunos. Com faixas, bandeiras e uma bateria agitada os educadores entoaram combativas palavras de ordem contra os sistemáticos ataques dos governos desferidos contra a educação publica.
A gerência Eduardo Paes tentou desqualificar os atos dos educadores lançando uma nota mentirosa. Segundo a Seeduc, 135 servidores, de um total de 91 mil, faltaram ao trabalho. A nota ainda afirmava que a greve é “inoportuna”, já que os sindicatos estão em negociação com a secretaria.
A repressão policial, como de praxe, tentou intimidar o protesto e infiltrou agentes a paisana e também fardados para bisbilhotar e filmar os manifestantes. Alguns PMs utilizaram óculos com microcâmeras acopladas. Apenas novos recursos para auxiliar os cassetetes, bombas, armas de choque de balas de borracha e munição letal farta e inutilmente utilizados para tentar deter o contínuo protesto popular desde as jornadas de junho/julho do ano passado. Não passarão! 

 
Todo apoio a luta dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro!

“Não vai ter copa”!



sábado, 15 de fevereiro de 2014

Colégio Carlos Drummond de Andrade recebe Moção de Apoio

 

MOÇÃO DE APOIO AO DIRETOR, PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS, PAIS E ALUNOS DO COLÉGIO ESTADUAL CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE DE FOZ DO IGUAÇU-PR.

O MOCLATE – Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação, no Paraná, ao tomar conhecimento da situação do Colégio Estadual Carlos Drummond de Andrade da cidade de Foz do Iguaçu-PR, vem manifestar total e irrestrito apoio à direção da escola em mobilizar a comunidade em defesa de um ambiente físico que possibilite o desenvolvimento da boa educação que os filhos dos trabalhadores merecem e tem o direito.
A situação de sucateamento do Colégio Carlos Drumond não é um fato isolado. Muitos colégios e escolas da rede estadual e das redes municipais passam pela mesma situação de abandono por parte do gerenciamento do Estado.
A precarização das condições do ensino público é uma constatação histórica em nosso país. Independentemente da sigla de plantão no gerenciamento do Estado a desculpa é a mesma: Dilma/PT etc. retira dinheiro da educação para a copa e outros eventos narcotizantes; Beto Richa/ Flávio Arns/PSDB e caterva retiram dinheiro das escolas para fomentar propagandas eleitoreiras. Enquanto os gerentes (Dilma, Richa et caterva) gastam rios de dinheiro público com propagandas e seus aliados eleitoreiros para seguirem servindo ao latifúndio, à grande burguesia e ao imperialismo, as escolas e hospitais estão completamente abandonados. As ruínas  das condições de trabalho no Colégio Carlos Drumond prejudicam o ensino e a aprendizagem dos filhos dos trabalhadores que lá estudam.
No ano de 2013 a defesa civil interditou o Colégio Carlos Drumond por falta de segurança dos estudantes e professores. Nesta ocasião os representantes do Estado se comprometeram a resolver o prolema. No entanto a situação não foi resolvida em que pese o esforço, a honestidade e a transparência do professor  Umberto que levou ao conhecimento do Núcleo da Secretaria de Estado da Educação e solicitou solução para o problema.
A omissão do Núcleo e da SEED é a principal responsável pelo sucateamento da escola. O MOCLATE apoia os trabalhadores da educação, os pais e os alunos do colégio em suas justas reivindicações e exige que o gerente da SEED, senhor Flávio Arns, deixe de conversa mole e blábláblá irresponsável como os proferidos por ele em ataques contra o professor Umberto. A histeria do senhor Flávio é o retrato da sua incompetência. Hoje é o colégio Drumond e no futuro bem próximo serão todas as escolas que se levantarão contra os inimigos do povo no gerenciamento do velho estado burguês-latifundiário a serviço do imperialismo.
O MOCLATE desafia o indivíduo Flávio Arns, que nunca deu aula numa escola pública, a tomar água depositada nas caixas de amiantum (cancerígeno) nas escolas que ele diz que está em boas condições; que este mesmo indivíduo vá comer a merenda escolar que é servida para os alunos ou que assuma uma sala de aula com 40 alunos com temperatura acima de 40 graus, recebendo o mísero piso salarial que os professores recebem.FIFA e Cia).
Repudiamos as declarações do secretário de Estado da Educação do Paraná, senhor Flávio Arns, que afirmou a um jornal televisivo no Paraná, na data de 10/02/2014, que o diretor da escola é que é incompetente. O indivíduo Flávio Arns e sua equipe é que são incompetentes. Não adianta senhores se esconderem atacando pessoas honestas e trabalhadores que de fato lutam para garantir a educação pública de qualidade em cada escola. Em defesa da dignidade e da honra dos trabalhadores em educação e dos alunos da escola pública dissemos não aos gerentes  do velho Estado.

EDUCAÇÃO SIM, COPA NÃO!

POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO DENTRO DAS ESCOLAS!

ABAIXO AS BRAVATAS DE FLÁVIO, RICHA ET CATERVA!

A NOSSA SOLIDARIEDADE E O NOSSO APOIO AO PROFESSOR UMBERTO E TODOS OS TRABALHADORES E ESTUDANTES DO COLÉGIO CARLOS DRUMOND CONTRA OS ATAQUES E A CONVERSA MOLE DO INDIVÍDUO FLÁVIO ARNS.


MOCLATE – MOVIMENTO CLASSISTA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO

 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


Pesquisa


Jovens estudantes brasileiros não querem ser professores

Levantamento mostra que 59,77% acham profissão desvalorizada e com más condições


Raquel Sodré





Ser professor do ensino básico não é uma alternativa para a maior parte dos estudantes brasileiros. É o que mostra pesquisa recente realizada pelo núcleo de estagiários e aprendizes Nube. A enquete online perguntou aos estudantes “você tem vontade de ser professor do ensino fundamental e médio?” e contou com a participação de 6.910 jovens. Desses, 40,08% responderam “não, é uma profissão cada vez mais desvalorizada”, e 19,69% marcaram a opção “Já tive vontade, mas desisti pelas más condições”.
“O que a pesquisa frisa é a imagem que o jovem tem do sistema de ensino no Brasil, que ele vê com descrédito. Esse jovem vê os colegas desacatando os professores e escolhe não ser professor”, analisa o psicólogo Henrique Ohl, que atua como analista de treinamento no Nube. As salas de aula refletem bem o resultado da pesquisa. Em uma das turmas de 1º ano do ensino médio do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), em Ouro Preto, somente três dos 25 alunos presentes no dia da visita da reportagem de O TEMPO afirmaram ter vontade de ser professor. “Eu não seria porque minha mãe é professora e eu vejo o esforço que ela faz. Todos os dias, ela prepara as aulas e, muitas vezes, chega em casa chateada porque não consegue dar as aulas do jeito que ela havia planejado. Todo mundo desrespeita, é uma vergonha. E ela não recebe bem”, conta a estudante Clara Tossige, 16.
“Eu não tenho paciência para ser professora de adolescentes. Por ser desvalorizada também não seria professora. Acho que os professores deveriam receber mais pelo estresse que passam”, dispara a também estudante Iasmin de Paula, 17.

Desencontro. Outro fator que contribui para esse desinteresse é a distância que a escola tomou da realidade de crianças e adolescentes. “Há uma tendência (por parte dos estudantes) à negação da escola, pois ela tende a não reconhecer as especificidades do jovem”, comenta o integrante do Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Juarez Dayrell. Ele afirma que as escolas ignorarem o novo estilo de vida promovido pelos avanços tecnológicos também não contribui para uma melhor visão da instituição. “Hoje, o menino entra no Google e fica sabendo de qualquer assunto. A escola continua insistindo na transmissão – e não na produção – de conhecimento e se tornou muito chata”, condena.
A solução para esse conflito é apresentada pelos próprios estudantes. “Alguns professores conseguem fazer com que seus alunos tenham vontade de aprender. Diversificar o modo de ensino e sair um pouco do padrão algumas vezes já torna a aula interessante”, revela a estudante Letícia Anjos, 16. E essa quebra de protocolo pode ser feita mesmo sem o uso de tecnologias. “Muitas vezes, o professor insere as tecnologias na aula, mas de forma totalmente despreparada”, opina Lucas de Castro, 15.

Apagão. Com tamanho desinteresse por uma carreira de licenciatura, já é possível prever um “apagão” de professores. “Já demos um primeiro passo nessa direção. Segundo o Ministério de Educação e Cultura, temos um déficit de 180 mil profissionais para vagas de matemática, física e química”, afirma Ohl. Mas isso não significa que o Brasil ficará sem professores. “Essas vagas serão ocupadas por outros profissionais. Engenheiros para as aulas de física, por exemplo”.
Se, por um lado, os jovens não mostram vontade de ser professor, por outro, sabem que suas opiniões ainda têm muito a mudar. “Vocação não é alguma coisa que você tem, é algo que você vai adquirindo com a idade”, reflete o estudante Daniel Alves, 16, com a sabedoria de um professor.
19,5% dos estudantes fazem cursos de licenciatura, que lhes habilitam a dar aulas para o ensino básico.




Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/brasil/jovens-estudantes-brasileiros-n%C3%A3o-querem-ser-professores-1.786203

 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A persistência do analfabetismo

Um relatório divulgado recentemente pela Unesco aponta que o Brasil aparece em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos.
Segunda o último levantamento do IBGE, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), são 13,2 milhões de analfabetos (entre a população com mais de 15 anos) no país.
Uma pesquisa realizada em 2001, ainda durante o criminoso governo de FHC, realizada pelo Instituto Paulo Montenegro, apontou os assustadores dados: analfabetos adultos 11, 5 milhões, nível rudimentar 40,5 milhões, nível básico 90, 7 milhões e nível pleno 50,2 milhões. Passados quase 13 anos e mais de uma década com o Partido dos Trabalhadores no poder central do velho Estado, a população brasileira aumentou e cresceu também os números em todos os níveis de aprendizado levantados em 2001, ficando o nível chamado “pleno” estável.
Não podemos descartar os dados. As gerências de turno só gostam de utilizá-los quando lhes é favorável. Os oportunistas do PT e seus asseclas (pecedobê e companhia) viviam criticando as outras gerências do Estado Brasileiro pelo fato de nos períodos desses governos mais de 75% da população ser considerada de analfabetos funcionais. E agora? Como vão justificar o injustificável, à medida que dados levantados pelos próprios órgãos dos governos apontam que esse número aumenta a cada ano.
E nas campanhas da farsa eleitoral eles sempre apontaram os diagnósticos para o problema: “É preciso investir massivamente na educação e formar adequadamente nossos professores, blá, blá, blá...”. Assumiram a gerência do imperialismo no país e seguiram a risca a cartilha de sangria desatada das riquezas da nação, da violação dos direitos trabalhistas e previdenciários e da matança de pobres.
Arrotam que a vida do povo brasileiro melhorou, que a “democracia” foi aprofundada e que existe agora uma nova classe média que come três refeições por dia, mas basta surgir dados de pesquisas com essa do Pnad para constatar que tudo não passa de maquiagem e distorção da dura realidade que está submetida parte considerável dos trabalhadores brasileiros.
Não é possível democratizar a educação sem antes transformar radicalmente as estruturas da sociedade. A luta para superar o analfabetismo alcançará êxito quando for parte da politica de um verdadeiro Estado Popular e não desse Estado da burguesia e do latifundiário que quer manter o povo trabalhador analfabeto, oprimido e explorado.
A persistência de uma taxa de analfabetismo considerável e o absurdo número de analfabetos funcionais revelam marcas profundas da semifeudalidade no país. Contudo, ao mesmo passo que lutamos pela destruição do velho Estado, por uma democracia popular, precisamos também organizar as lutas em defesa do ensino público, gratuito e a serviço do povo. Fazer das unidades de ensino genuínas trincheiras de resistência, unindo professores, funcionários, pais e alunos na exigência de maiores investimentos e valorização dos salários dos profissionais em educação e sobretudo, que os filhos e filhas das classes trabalhadoras tenham o direito de aprender.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Abaixo a destruição do ensino público pelo governo PT/FMI e o peleguismo no movimento dos trabalhadores em educação!



O povo brasileiro, principalmente a juventude combatente, tomou as ruas de todo o país em junho/julho de 2013 e protestou massivamente contra a farra da Fifa, a situação caótica dos serviços públicos, o aumento da carestia de vida e a crescente situação de exploração e opressão a que o povo trabalhador é submetido diariamente.
As grandes manifestações voltaram a reaparecer depois de anos de estrangulamento por parte das centrais pelegas e governistas (Cut & cia.), expressando um novo ciclo da luta de classes no Brasil. Após as jornadas de junho/julho, milhares de trabalhadores em educação do Rio de Janeiro, Goiânia e Pará realizaram combativas greves, escancarando a nefasta política educacional da gerência PT/FMI e do velho Estado brasileiro. Apontaram importantes lições para o conjunto dos profissionais em educação. Um exemplo a ser destacado é a grandiosa greve da rede municipal e estadual do Rio de Janeiro.
Foi travado nos mais de 70 dias de greve um verdadeiro “cabo de guerra” com as gerências Paes/Cabral. Relatos de professores que atuam na base apontam que desde o início a direção central do SEPE (Psol/Pstu) fazia todos os esforços para colocar “cabresto” na justa revolta dos trabalhadores, tentando “modelar” a expressiva combatividade demonstrada a cada atividade da categoria em greve, tentando em vão dar à paralisação um caráter pacífico, nos moldes das movimentações que os partidos oportunistas tanto gostam de fazer, em clima de carnaval e sem combatividade.
A greve foi extremamente massiva, ocorreram várias manifestações com 10 mil trabalhadores. As assembleias, todas lotadas, reuniam em torno de 5 mil pessoas na rede municipal. Os grevistas ocuparam a Câmara Municipal para impedir a votação do Plano de Carreira e, diante da ordem de desocupação, resistiram bravamente e só saíram de lá arrastados pela polícia fascista de Paes/Cabral. Após essa ação truculenta e covarde, os trabalhadores em educação convocaram a população para ir às ruas em apoio ao movimento, e o povo do Rio de Janeiro respondeu ao chamado, realizando uma manifestação com mais de 80 mil pessoas no dia 07 de outubro. A juventude combatente respondeu prontamente e se colocou na linha de frente dos combates, protegendo os manifestantes dos ataques da polícia.
A massa demonstrou muita combatividade, mas como é de praxe no movimento sindical oportunista, no final a direção entregou a luta, sobretudo para não comprometer os futuros interesses mesquinhos de seus partidos eleitoreiros. As assembleias que encerraram a greve nas duas redes foram escancaradamente manipuladas. Foram dezenas de falas de avaliação pela continuidade do movimento grevista e após várias táticas de enrolação por parte da mesa para esvaziar a votação decisiva no final, a direção do SEPE acabou manipulando o resultado da votação.
O MOCLATE integrou e acompanhou com grande entusiasmo o histórico levante dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro. Nesse sentido repudiamos veementemente a posição oportunista, pelega, covarde e traidora da direção central do SEPE, que manipulou vergonhosamente a votação e passou por cima da vontade da grande maioria que compõe a base da categoria, que queria continuar a luta e que foi, na verdade, a responsável por este grande e combativo movimento de greve.
E a CNTE/CUT? Onde essa autarquia do MEC estava nos grandes enfrentamentos travados pela categoria em luta? Estavam presentes quando do covarde ataque da PM aos acampados na Câmara Municipal? No máximo mandaram uma representante da executiva nacional na massiva manifestação do dia 07 de outubro e publicaram uma notinha de 3 parágrafos em sua página eletrônica na internet.
Quais conclusões podemos tirar disso? Onde existe combatividade e rebeldia por parte da massa de trabalhadores em educação, onde os métodos de luta são decididos pelos próprios trabalhadores da base e existe uma persistência para que a população se insira na luta, a CNTE está fora, preocupada em preservar os governos com quem são umbilicalmente ligados.
O enfrentamento a todo esse peleguismo e oportunismo precisa ocorrer em cada escola pública desse país, com os trabalhadores defendendo seus reais interesses e também de seus alunos – filhos e filhas da classe trabalhadora. Ou seja, repudiar as orientações desses pseudos representantes que, mais uma vez, usam esse congresso para continuar encastelados na CNTE e obter mais “carguinhos” no velho Estado reacionário e verbas. Para isso fazem conferências e simpósios pra lá e pra cá e reuniões constantes com o governo. Mas quando a massa de trabalhadores em educação vai para o enfrentamento direto com o velho Estado, os burocratas da CNTE (PT, Pecedobê) e de seus sindicatos filados fazem o papel da reação, colocando obstáculos para a luta.
Os trabalhadores em educação necessitam construir um movimento por fora das estruturas burocratizadas do sindicato, precisamos de novas formas de organização e luta. Construir o movimento em cada escola, unindo toda a comunidade. Devemos realizar greves menores e mais intensas, radicalizar no conteúdo e forma desde o início, para que o prejuízo para nossos alunos seja o menor possível. Fazer greves de ocupação de nossas escolas, colocar a referência do movimento no local onde trabalhamos e onde estão nossos alunos e não nos órgãos de governo. Apostar na mobilização da categoria e toda comunidade escolar e não na institucionalidade. Greves eternas desgastam a relação entre o movimento e aqueles com quem devemos manter uma relação estreita de união e confiança, nossos alunos e seus familiares. O movimento em defesa da escola pública, de um ensino público, gratuito e que sirva ao povo, só pode ser forte se unir professores, funcionários, alunos e pais.
Só podemos construir essa união se lutamos por garantir o direito de nossos alunos de estudar e aprender, se construímos no dia a dia e em torno das questões mais imediatas de nossos alunos a luta em defesa do ensino público. Precisamos lutar para que nossas escolas sejam verdadeiramente democráticas, isso significa que quem deve decidir sobre o ensino, o currículo, a avaliação, o planejamento, etc. é a comunidade escolar e não as Secretarias de Educação e seus burocratas.
A situação da escola pública no Brasil hoje é gritante. Professores sobrecarregados, adoecendo devido às péssimas condições de trabalho, alunos desmotivados e sem perspectiva, escolas literalmente caindo aos pedaços. O resultado é que a maioria (sim, a maioria, mesmo que as estatísticas tentem maquiar a realidade) não conclui o ensino fundamental e, dos que concluem, boa parte não aprendeu ao menos a ler e escrever e a maior parte não sabe usar a leitura e a escrita como forma de inserção crítica na realidade. A remuneração dos professores no Brasil é ultrajante, o salário de professor, junto às péssimas condições de trabalho, é tão ruim, que a cada ano aumenta a carência de profissionais nas mais diversas áreas de ensino.
Não existe perspectiva de melhora das condições de trabalho e nem da escola pública como um todo dentro do atual estado de coisas. Nossos direitos só serão conquistados com muita luta e com independência completa dos governos, do velho Estado e suas instituições. Da mesma forma, não será votando em nenhum partido eleitoreiro dessas siglas que compõem o partido único das classes dominantes, que conseguiremos transformar essa dura realidade do ensino.
Conclamamos a todos trabalhadores em educação do Brasil a se unir a nós nesta luta, que é diária, persistente, de formiguinha, mas é a única que pode avançar na perspectiva de uma transformação profunda e radical do ensino e na construção de uma nova e verdadeira democracia em nosso país.

Abaixo o oportunismo, peleguismo e a traição no movimento dos trabalhadores em educação!
Viva a grandiosa greve dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro em 2013!
Defender a escola pública dos ataques dos governos!
Por um ensino público, gratuito e que sirva ao povo!
Construir um poderoso movimento dos trabalhadores dentro de cada escola!

MOCLATE – Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação
Contato: moclatebrasil@gmail.com