RONDÔNIA: SOBRE TABLET'S E MECANISMO DE CONTROLE NA EDUCAÇÃO
Recentemente o Governo de Rondônia, através da SEDUC informou que entregará 2,8 mil tablets a professores do Ensino Médio da rede pública. De longe isso não atende a necessidade dos professores da rede que ultrapassam mais de 12 mil. Na data de hoje, 27 de fevereiro, o Secretário de Educação Emerson Castro (Ex-vice-prefeito da Administração Roberto Sobrinho-PT) e talvez o próprio Confúcio Moura (PMDB) estarão realizando entrega “simbólica” desses equipamentos.
Recentemente a SEDUC lançou um diário eletrônico online que visa vigiar e controlar as “práticas pedagógicas” dos professores. Os mecanismos de controle não param por aí, já que estão sendo instaladas câmeras em todas as escolas, transformando o espaço escolar em verdadeiro campo de concentração. Supervisores terão que não só acompanhar (e apoiar pedagogicamente) a prática docente, mas averiguar e conferir as provas bimestrais de TODAS as áreas.
Além disso, “modelos de planejamento” deverão ser seguidos para que todos se adequem à “pedagogia das competências”. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu artigo 3º Estabelece como princípios “(...) II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; (...) VII - valorização do profissional da educação escolar;”. A LDB garante, ainda, em seu Art. 15º que “Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público”.
QUESTIONAMOS: quais as condições de infraestrutura das escolas da rede? Os modelos impostos pela SEDUC não ferem os princípios da LDB? Em que momento o Governo Confúcio Moura (PMDB) está garantindo a VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL da Educação? Onde está o reajuste salarial dos trabalhadores em Educação? Onde estão os pagamentos das licenças prêmio negociados? Onde estão os recursos economizados pelos cofres públicos do Estado com o fim dos serviços de vigilância privada?
O “governo da cooperação” [da enganação] tem arrochado cada vez mais o salário dos professores. O que há é muita propaganda mentirosa a respeito das reais condições da educação pública rondoniense que cada vez mais está sucateada e desvalorizada. O site RONDONIAGORA publicou em 23 de fevereiro, que a SEDUC paga por um aluguel R$650.000,00 por ano, enquanto as obras da escola Brasília não são concluídas. Cada sala custa aos cofres públicos R$ 3.869,47. O proprietário do imóvel é a FATEC, que é administrada pela esposa do Chefe da Casa Civil do Governo do Estado. Dinheiro tem! O que falta é vontade política para garantir um salário justo e condições de trabalho dignas!
É PRECISO LUTAR: NÃO ACEITAR AS IMPOSIÇÕES DA SEDUC! NÃO PARTICIPAR DAS FARSAS E DAS PROPAGANDAS GOVERNAMENTAIS QUE SÓ ESCONDEM OS PROBLEMAS ESTRUTURAIS DA EDUCAÇÃO RONDONIENSE.
BOICOTAR ESTE TIPO DE EVENTO! EXIGIR DO SINTERO UMA POSIÇÃO CONCRETA EM RELAÇÃO A ESSES DESMANDOS! OU ESTÃO NEGOCIANDO PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?
Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação – MOCLATE Rondônia
sábado, 1 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
RJ:
Trabalhadores em educação realizam ato unificado
Os
trabalhadores em educação das escolas estaduais e municipais do Rio
de Janeiro fizeram paralisação unificada na segunda (dia 24/2) e
realizaram um ato pela manhã na porta da prefeitura e uma
manifestação na Avenida Rio Branco, no centro da capital, da
Candelária à Cinelândia, na parte da tarde. Ao final do ato, na
Cinelândia, a categoria promoveu uma aula pública na praça para
denunciar à população as condições da educação pública no Rio
de Janeiro, tanto no âmbito municipal como no estadual.
Os
dois atos contaram com a participação de centenas de trabalhadores
e teve o apoio de estudantes e pais de alunos. Com faixas, bandeiras
e uma bateria agitada os educadores entoaram combativas palavras de
ordem contra os sistemáticos ataques dos governos desferidos contra
a educação publica.
A
gerência Eduardo Paes tentou desqualificar os atos dos educadores
lançando uma nota mentirosa. Segundo a Seeduc, 135 servidores, de um
total de 91 mil, faltaram ao trabalho. A nota ainda afirmava que a
greve é “inoportuna”, já que os sindicatos estão em negociação
com a secretaria.
A
repressão policial, como de praxe, tentou intimidar o protesto e
infiltrou agentes a paisana e também fardados para bisbilhotar e
filmar os manifestantes. Alguns PMs utilizaram óculos com
microcâmeras acopladas. Apenas novos recursos para auxiliar os
cassetetes, bombas, armas de choque de balas de borracha e munição
letal farta e inutilmente utilizados para tentar deter o contínuo
protesto popular desde as jornadas de junho/julho do ano passado. Não
passarão!
Todo
apoio a luta dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro!
“Não
vai ter copa”!
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Colégio Carlos Drummond de Andrade recebe Moção de Apoio
MOÇÃO DE APOIO AO DIRETOR, PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS, PAIS E
ALUNOS DO COLÉGIO ESTADUAL CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE DE FOZ DO
IGUAÇU-PR.
O MOCLATE – Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação,
no Paraná, ao tomar conhecimento da situação do Colégio Estadual Carlos
Drummond de Andrade da cidade de Foz do Iguaçu-PR, vem manifestar total
e irrestrito apoio à direção da escola em mobilizar a comunidade em
defesa de um ambiente físico que possibilite o desenvolvimento da boa
educação que os filhos dos trabalhadores merecem e tem o direito.
A situação de sucateamento do Colégio Carlos Drumond não é um fato
isolado. Muitos colégios e escolas da rede estadual e das redes
municipais passam pela mesma situação de abandono por parte do
gerenciamento do Estado.
A precarização das condições do ensino público é uma constatação
histórica em nosso país. Independentemente da sigla de plantão no
gerenciamento do Estado a desculpa é a mesma:
Dilma/PT etc. retira dinheiro da educação para a copa e outros eventos
narcotizantes; Beto Richa/ Flávio Arns/PSDB e caterva retiram dinheiro
das escolas para fomentar propagandas eleitoreiras.
Enquanto os gerentes (Dilma, Richa et caterva) gastam rios de dinheiro
público com propagandas e seus aliados eleitoreiros para seguirem
servindo ao latifúndio, à grande burguesia e ao imperialismo, as escolas
e hospitais estão completamente abandonados. As
ruínas das condições de trabalho no Colégio Carlos Drumond prejudicam o
ensino e a aprendizagem dos filhos dos trabalhadores que lá estudam.
No ano de 2013 a defesa civil interditou o Colégio Carlos Drumond por
falta de segurança dos estudantes e professores. Nesta ocasião os
representantes do Estado se comprometeram a resolver o prolema. No
entanto a situação não foi resolvida em que pese o esforço, a
honestidade e a transparência do professor Umberto que levou ao
conhecimento do Núcleo da Secretaria de Estado da Educação e solicitou
solução para o problema.
A omissão do Núcleo e da SEED é a principal responsável pelo sucateamento da escola. O
MOCLATE apoia os trabalhadores da educação, os pais e os alunos do
colégio em suas justas reivindicações e exige que o gerente da SEED,
senhor Flávio Arns, deixe de conversa mole e blábláblá irresponsável
como os proferidos por ele em ataques contra o professor Umberto. A
histeria do senhor Flávio é o retrato da sua incompetência. Hoje é o
colégio Drumond e no futuro bem próximo serão todas as escolas que se
levantarão contra os inimigos do povo no gerenciamento do velho estado
burguês-latifundiário a serviço do imperialismo.
O MOCLATE desafia o indivíduo Flávio Arns,
que nunca deu aula numa escola pública, a tomar água depositada nas
caixas de amiantum (cancerígeno) nas escolas que ele diz que está em
boas condições; que este mesmo indivíduo vá comer a merenda escolar que é
servida para os alunos ou que assuma uma sala de aula com 40 alunos com
temperatura acima de 40 graus, recebendo o mísero piso salarial que os
professores recebem.FIFA e Cia).
Repudiamos as declarações do secretário de Estado da Educação do
Paraná, senhor Flávio Arns, que afirmou a um jornal televisivo no
Paraná, na data de 10/02/2014, que o diretor da escola é que é
incompetente. O indivíduo Flávio Arns e sua equipe é que são
incompetentes. Não adianta senhores se esconderem atacando pessoas
honestas e trabalhadores que de fato lutam para garantir a educação
pública de qualidade em cada escola. Em defesa da dignidade e da honra
dos trabalhadores em educação e dos alunos da escola pública dissemos
não aos gerentes do velho Estado.
EDUCAÇÃO SIM, COPA NÃO!
POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO DENTRO DAS ESCOLAS!
ABAIXO AS BRAVATAS DE FLÁVIO, RICHA ET CATERVA!
A NOSSA SOLIDARIEDADE E O NOSSO APOIO AO PROFESSOR UMBERTO E TODOS OS
TRABALHADORES E ESTUDANTES DO COLÉGIO CARLOS DRUMOND CONTRA OS ATAQUES E
A CONVERSA MOLE DO INDIVÍDUO FLÁVIO ARNS.
MOCLATE – MOVIMENTO CLASSISTA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Pesquisa
Jovens estudantes brasileiros não querem ser
professores
Levantamento mostra que 59,77% acham profissão desvalorizada e com más condições
Raquel Sodré
Ser professor do
ensino básico não é uma alternativa para a maior parte dos
estudantes brasileiros. É o que mostra pesquisa recente realizada
pelo núcleo de estagiários e aprendizes Nube. A enquete online
perguntou aos estudantes “você tem vontade de ser professor do
ensino fundamental e médio?” e contou com a participação de
6.910 jovens. Desses, 40,08% responderam “não, é uma profissão
cada vez mais desvalorizada”, e 19,69% marcaram a opção “Já
tive vontade, mas desisti pelas más condições”.
“O que a
pesquisa frisa é a imagem que o jovem tem do sistema de ensino no
Brasil, que ele vê com descrédito. Esse jovem vê os colegas
desacatando os professores e escolhe não ser professor”, analisa o
psicólogo Henrique Ohl, que atua como analista de treinamento no
Nube. As salas de aula refletem bem o resultado da pesquisa. Em uma
das turmas de 1º ano do ensino médio do Instituto Federal de Minas
Gerais (IFMG), em Ouro Preto, somente três dos 25 alunos presentes
no dia da visita da reportagem de O TEMPO afirmaram ter
vontade de ser professor. “Eu não seria porque minha mãe é
professora e eu vejo o esforço que ela faz. Todos os dias, ela
prepara as aulas e, muitas vezes, chega em casa chateada porque não
consegue dar as aulas do jeito que ela havia planejado. Todo mundo
desrespeita, é uma vergonha. E ela não recebe bem”, conta a
estudante Clara Tossige, 16.
“Eu não tenho
paciência para ser professora de adolescentes. Por ser desvalorizada
também não seria professora. Acho que os professores deveriam
receber mais pelo estresse que passam”, dispara a também estudante
Iasmin de Paula, 17.
Desencontro.
Outro fator que contribui para esse desinteresse é a distância que
a escola tomou da realidade de crianças e adolescentes. “Há uma
tendência (por parte dos estudantes) à negação da escola, pois
ela tende a não reconhecer as especificidades do jovem”, comenta o
integrante do Observatório da Juventude da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) Juarez Dayrell. Ele afirma que as escolas
ignorarem o novo estilo de vida promovido pelos avanços tecnológicos
também não contribui para uma melhor visão da instituição.
“Hoje, o menino entra no Google e fica sabendo de qualquer assunto.
A escola continua insistindo na transmissão – e não na produção
– de conhecimento e se tornou muito chata”, condena.
A solução para
esse conflito é apresentada pelos próprios estudantes. “Alguns
professores conseguem fazer com que seus alunos tenham vontade de
aprender. Diversificar o modo de ensino e sair um pouco do padrão
algumas vezes já torna a aula interessante”, revela a estudante
Letícia Anjos, 16. E essa quebra de protocolo pode ser feita mesmo
sem o uso de tecnologias. “Muitas vezes, o professor insere as
tecnologias na aula, mas de forma totalmente despreparada”, opina
Lucas de Castro, 15.
Apagão.
Com tamanho desinteresse por uma carreira de licenciatura,
já é possível prever um “apagão” de professores. “Já demos
um primeiro passo nessa direção. Segundo o Ministério de Educação
e Cultura, temos um déficit de 180 mil profissionais para vagas de
matemática, física e química”, afirma Ohl. Mas isso não
significa que o Brasil ficará sem professores. “Essas vagas serão
ocupadas por outros profissionais. Engenheiros para as aulas de
física, por exemplo”.
Se, por um lado,
os jovens não mostram vontade de ser professor, por outro, sabem que
suas opiniões ainda têm muito a mudar. “Vocação não é alguma
coisa que você tem, é algo que você vai adquirindo com a idade”,
reflete o estudante Daniel Alves, 16, com a sabedoria de um
professor.
19,5% dos
estudantes fazem cursos de licenciatura, que lhes habilitam a dar
aulas para o ensino básico.
Fonte:
http://www.otempo.com.br/capa/brasil/jovens-estudantes-brasileiros-n%C3%A3o-querem-ser-professores-1.786203
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A
persistência do analfabetismo
Um
relatório divulgado recentemente pela Unesco aponta que o Brasil
aparece em 8° lugar entre os países com maior número de
analfabetos adultos.
Segunda
o último levantamento do IBGE, através da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad), são 13,2 milhões de analfabetos
(entre a população com mais de 15 anos) no país.
Uma
pesquisa realizada em 2001, ainda durante o criminoso governo de FHC,
realizada pelo Instituto Paulo Montenegro, apontou os assustadores
dados: analfabetos adultos 11, 5 milhões, nível rudimentar 40,5
milhões, nível básico 90, 7 milhões e nível pleno 50,2 milhões.
Passados quase 13 anos e mais de uma década com o Partido dos
Trabalhadores no poder central do velho Estado, a população
brasileira aumentou e cresceu também os números em todos os níveis
de aprendizado levantados em 2001, ficando o nível chamado “pleno”
estável.
Não
podemos descartar os dados. As gerências de turno só gostam de
utilizá-los quando lhes é favorável. Os oportunistas do PT e seus
asseclas (pecedobê e companhia) viviam criticando as outras
gerências do Estado Brasileiro pelo fato de nos períodos desses
governos mais de 75% da população ser considerada de analfabetos
funcionais. E agora? Como vão justificar o injustificável, à
medida que dados levantados pelos próprios órgãos dos governos
apontam que esse número aumenta a cada ano.
E
nas campanhas da farsa eleitoral eles sempre apontaram os
diagnósticos para o problema: “É preciso
investir massivamente na educação e formar adequadamente nossos
professores, blá, blá, blá...”.
Assumiram a gerência do imperialismo no país e seguiram a risca a
cartilha de sangria desatada das riquezas da nação, da violação
dos direitos trabalhistas e previdenciários e da matança de pobres.
Arrotam
que a vida do povo brasileiro melhorou, que a “democracia” foi
aprofundada e que existe agora uma nova classe média que come três
refeições por dia, mas basta surgir dados de pesquisas com essa do
Pnad para constatar que tudo não passa de maquiagem e distorção da
dura realidade que está submetida parte considerável dos
trabalhadores brasileiros.
Não é possível democratizar a educação sem antes
transformar radicalmente as estruturas da sociedade. A luta para
superar o analfabetismo alcançará êxito quando for parte da
politica de um verdadeiro Estado Popular e não desse Estado da
burguesia e do latifundiário que quer manter o povo trabalhador
analfabeto, oprimido e explorado.
A
persistência de uma taxa de analfabetismo considerável e o absurdo
número de analfabetos funcionais revelam marcas profundas da
semifeudalidade no país. Contudo, ao mesmo passo que lutamos pela
destruição do velho Estado, por uma democracia popular, precisamos
também organizar as lutas em defesa do ensino público, gratuito e a
serviço do povo. Fazer das unidades de ensino genuínas trincheiras
de resistência, unindo professores, funcionários, pais e alunos na
exigência de maiores investimentos e valorização dos salários dos
profissionais em educação e sobretudo, que os filhos e filhas das
classes trabalhadoras tenham o direito de aprender.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Abaixo a destruição do ensino público pelo governo PT/FMI e o peleguismo no movimento dos trabalhadores em educação!
O
povo brasileiro, principalmente a juventude combatente, tomou as ruas
de todo o país em junho/julho de 2013 e protestou massivamente
contra a farra da Fifa, a situação caótica dos serviços públicos,
o aumento da carestia de vida e a crescente situação de exploração
e opressão a que o povo trabalhador é submetido diariamente.
As
grandes manifestações voltaram a reaparecer depois de anos de
estrangulamento por parte das centrais pelegas e governistas (Cut &
cia.), expressando um novo ciclo da luta de classes no Brasil. Após
as jornadas de junho/julho, milhares de trabalhadores em educação
do Rio de Janeiro, Goiânia e Pará realizaram combativas greves,
escancarando a nefasta política educacional da gerência PT/FMI e do
velho Estado brasileiro. Apontaram importantes lições para o
conjunto dos profissionais em educação. Um exemplo a ser destacado
é a grandiosa greve da rede municipal e estadual do Rio de Janeiro.
Foi travado nos mais de 70 dias
de greve um verdadeiro “cabo de guerra” com as gerências
Paes/Cabral. Relatos de professores que atuam na base apontam que
desde o início a direção central do SEPE (Psol/Pstu) fazia todos
os esforços para colocar “cabresto” na justa revolta dos
trabalhadores, tentando “modelar” a expressiva combatividade
demonstrada a cada atividade da categoria em greve, tentando em vão
dar à paralisação um caráter pacífico, nos moldes das
movimentações que os partidos oportunistas tanto gostam de fazer,
em clima de carnaval e sem combatividade.
A
greve foi extremamente massiva, ocorreram várias manifestações com
10 mil trabalhadores. As assembleias, todas lotadas, reuniam em torno
de 5 mil pessoas na rede municipal. Os grevistas ocuparam a Câmara
Municipal para impedir a votação do Plano de Carreira e, diante da
ordem de desocupação, resistiram bravamente e só saíram de lá
arrastados pela polícia fascista de Paes/Cabral. Após essa ação
truculenta e covarde, os trabalhadores em educação convocaram a
população para ir às ruas em apoio ao movimento, e o povo do Rio
de Janeiro respondeu ao chamado, realizando uma manifestação com
mais de 80 mil pessoas no dia 07 de outubro. A juventude combatente
respondeu prontamente e se colocou na linha de frente dos combates,
protegendo os manifestantes dos ataques da polícia.
A
massa demonstrou muita combatividade, mas como é de praxe no
movimento sindical oportunista, no final a direção entregou a luta,
sobretudo para não comprometer os futuros interesses mesquinhos de
seus partidos eleitoreiros. As assembleias que encerraram a greve nas
duas redes foram escancaradamente manipuladas. Foram dezenas de falas
de avaliação pela continuidade do movimento grevista e após várias
táticas de enrolação por parte da mesa para esvaziar a votação
decisiva no final, a direção do SEPE acabou manipulando o resultado
da votação.
O
MOCLATE integrou e acompanhou com grande entusiasmo o histórico
levante dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro. Nesse
sentido repudiamos veementemente a posição oportunista, pelega,
covarde e traidora da direção central do SEPE, que manipulou
vergonhosamente a votação e passou por cima da vontade da grande
maioria que compõe a base da categoria, que queria continuar a luta
e que foi, na verdade, a responsável por este grande e combativo
movimento de greve.
E
a CNTE/CUT? Onde essa autarquia do MEC estava nos grandes
enfrentamentos travados pela categoria em luta? Estavam presentes
quando do covarde ataque da PM aos acampados na Câmara Municipal? No
máximo mandaram uma representante da executiva nacional na massiva
manifestação do dia 07 de outubro e publicaram uma notinha de 3
parágrafos em sua página eletrônica na internet.
Quais
conclusões podemos tirar disso? Onde existe combatividade e rebeldia
por parte da massa de trabalhadores em educação, onde os métodos
de luta são decididos pelos próprios trabalhadores da base e existe
uma persistência para que a população se insira na luta, a CNTE
está fora, preocupada em preservar os governos com quem são
umbilicalmente ligados.
O
enfrentamento a todo esse peleguismo e oportunismo precisa ocorrer em
cada escola pública desse país, com os trabalhadores defendendo
seus reais interesses e também de seus alunos – filhos e filhas da
classe trabalhadora. Ou seja, repudiar as orientações desses
pseudos representantes que, mais uma vez, usam esse congresso para
continuar encastelados na CNTE e obter mais “carguinhos” no velho
Estado reacionário e verbas. Para isso fazem conferências e
simpósios pra lá e pra cá e reuniões constantes com o governo.
Mas quando a massa de trabalhadores em educação vai para o
enfrentamento direto com o velho Estado, os burocratas da CNTE (PT,
Pecedobê) e de seus sindicatos filados fazem o papel da reação,
colocando obstáculos para a luta.
Os
trabalhadores em educação necessitam construir um movimento por
fora das estruturas burocratizadas do sindicato, precisamos de novas
formas de organização e luta. Construir o movimento em cada escola,
unindo toda a comunidade. Devemos realizar greves menores e mais
intensas, radicalizar no conteúdo e forma desde o início, para que
o prejuízo para nossos alunos seja o menor possível. Fazer greves
de ocupação de nossas escolas, colocar a referência do movimento
no local onde trabalhamos e onde estão nossos alunos e não nos
órgãos de governo. Apostar na mobilização da categoria e toda
comunidade escolar e não na institucionalidade. Greves eternas
desgastam a relação entre o movimento e aqueles com quem devemos
manter uma relação estreita de união e confiança, nossos alunos e
seus familiares. O movimento em defesa da escola pública, de um
ensino público, gratuito e que sirva ao povo, só pode ser forte se
unir professores, funcionários, alunos e pais.
Só
podemos construir essa união se lutamos por garantir o direito de
nossos alunos de estudar e aprender, se construímos no dia a dia e
em torno das questões mais imediatas de nossos alunos a luta em
defesa do ensino público. Precisamos lutar para que nossas escolas
sejam verdadeiramente democráticas, isso significa que quem deve
decidir sobre o ensino, o currículo, a avaliação, o planejamento,
etc. é a comunidade escolar e não as Secretarias de Educação e
seus burocratas.
A
situação da escola pública no Brasil hoje é gritante. Professores
sobrecarregados, adoecendo devido às péssimas condições de
trabalho, alunos desmotivados e sem perspectiva, escolas literalmente
caindo aos pedaços. O resultado é que a maioria (sim, a maioria,
mesmo que as estatísticas tentem maquiar a realidade) não conclui o
ensino fundamental e, dos que concluem, boa parte não aprendeu ao
menos a ler e escrever e a maior parte não sabe usar a leitura e a
escrita como forma de inserção crítica na realidade. A remuneração
dos professores no Brasil é ultrajante, o salário de professor,
junto às péssimas condições de trabalho, é tão ruim, que a cada
ano aumenta a carência de profissionais nas mais diversas áreas de
ensino.
Não
existe perspectiva de melhora das condições de trabalho e nem da
escola pública como um todo dentro do atual estado de coisas. Nossos
direitos só serão conquistados com muita luta e com independência
completa dos governos, do velho Estado e suas instituições. Da
mesma forma, não será votando em nenhum partido eleitoreiro dessas
siglas que compõem o partido único das classes dominantes, que
conseguiremos transformar essa dura realidade do ensino.
Conclamamos
a todos trabalhadores em educação do Brasil a se unir a nós nesta
luta, que é diária, persistente, de formiguinha, mas é a única
que pode avançar na perspectiva de uma transformação profunda e
radical do ensino e na construção de uma nova e verdadeira
democracia em nosso país.
Abaixo
o oportunismo, peleguismo e a traição no movimento dos
trabalhadores em educação!
Viva
a grandiosa greve dos trabalhadores em educação do Rio de Janeiro
em 2013!
Defender
a escola pública dos ataques dos governos!
Por
um ensino público, gratuito e que sirva ao povo!
Construir
um poderoso movimento dos trabalhadores dentro de cada escola!
MOCLATE
– Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação
Contato:
moclatebrasil@gmail.com
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Clube de Futebol do Rio de Janeiro lança camisa comemorativa com o rosto de CHE GUEVARA estampado. Em 2014 será a vez de MAO TSÉ TUNG receber a homenagem.
http://www1.folha.uol.com.br/ esporte/2013/11/1370744-time- do-rio-estampa-foto-de-che- guevara-e-bandeira-de-cuba-em- camisa-comemorativa.shtml
http://placar.abril.com.br/ materia/che-veste-madureira- camisa-lembra-visita- historica-a-cuba
http://www1.folha.uol.com.br/
http://placar.abril.com.br/
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